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terça-feira, 30 de julho de 2024

Igreja Católica - Como Se Formou? - Parte 16

 Igreja Católica - Como Se Formou? - Parte  16

Representação de Tertuliano, considerado o "pai da trindade". Curiosamente, a doutrina que ele propôs não era a que ensinava. Este filósofo do norte da África dizia coisas para agradar a todos, sem se importar se eram antagônicos. Suas falas eram contraditórias. Era capaz de responder "sim" e "não", para mesma pergunta, dependendo de quem a fizesse. Assim, sua proposta da trindade foi elaborada, não porque pensava daquele modo, mas para agradar os que queriam pensar daquele modo.

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- Os Falsos Cristãos -
A Igreja Católica, num primeiro momento, diz que a trindade é bíblica. Mas, confrontados com sua própria literatura oficial que diz que "não é", conforme vimos na parte anterior, passa a dizer que ela foi ensinada pelos "sucessores dos apóstolos", numa espécie de "revelação posterior".
Dizer uma coisa dessa significa por por terra tudo o que foi dito e escrito antes pelos profetas, por Jesus e pelos apóstolos. Essa "revelação posterior" é o mesmo que dizer que Deus disse para esquecer tudo o que ele disse de si mesmo e abraçar o paganismo.
E, será mesmo que os primeiros pais da Igreja, chamados de "sucessores dos apóstolos" ensinavam a trindade? Como já vimos, nem a literatura oficial católica apoia tal ideia. Mas vamos ver o que os próprios primeiros "pais" disseram.
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- Os Primeiros Pais da Igreja -
Quem foram eles? Foram os primeiros filósofos que surgiram logo no início do Século 2, chamados de "pais pré nicenos" (ou de "antes de Niceia").

Mas, já vimos que não poderia haver uma "sucessão apostólica". Então aqueles filósofos eram simplesmente pessoas que, de fora do grupo dos verdadeiros cristãos, começaram a tecer ideias próprias sobre o cristianismo. Eles acabaram formando "grupos cristãos" de seguidores. Seriam esses grupos verdadeiramente cristãos?
Não. Pois não seguiam os ensinamentos de Cristo, dos apóstolos ou das Escrituras. Seguiam o que seus filósofos lhes diziam. É óbvio que eles estavam bem distantes dos ensinamentos verdadeiros. Seus líderes deturpavam os ensinos verdadeiros misturando com filosofia grega e ideias próprias.
Mas, exatamente o que esses primeiros "líderes" religiosos, que se dizendo cristãos, ensinavam a respeito da trindade?
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1 - Justino, o Mártir (100 - 165) -
Foi um filósofo das vertentes filosóficas estoica e platônica, nascido na Flávia Nápolis, um território onde hoje é a Síria. Justino dizia que "Jesus havia sido profetizado", não pelos profetas bíblicos, sobre os quais nada sabia, mas "pelos antigos filósofos gregos". Ele gostava de se expressar em termos gregos para pessoas de língua latina, demonstrando assim eloquência, inteligência e sofisticação. Dizia que "Jesus era o Logos" (ou "a palavra") que expressou uma "verdade obscura".
Justino não ensinava que Jesus era filho de Deus, conforme diz a Bíblia, mas que era "um anjo criado". Mesmo assim, examinando sumariamente três dos evangelhos (ele não examinou o evangelho de João), chegou a conclusão que Jesus “não é o mesmo que Deus, que fez todas as coisas”. Jesus "era inferior a Deus e nunca fez nada exceto o que o Criador . . . queria que ele fizesse e dissesse”.
Assim, Justino não ensinou sobre um deus trino.
Um detalhe interessante a respeito de Justino é que, embora seja ela reverenciado como "santo" pela igreja Católica, é reconhecido, nos meios acadêmicos católicos, que ele desconhecia a Bíblia. Ireneu de Lyon, outro convertido grego que se destacou entre os "pais da igreja", se opôs fortemente contra Justino por causa de seu desconhecimento das Escrituras. É provável que Ireneu tenha dito: "Como ele pode falar delas (das Escrituras) se não as conhecia?"
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2 - Ireneu de Lyon (130 - 202)
Não se sabe bem onde Ireneu nasceu, sendo o lugar mais citado Esmirna, a atual Turquia. Não se sabe ao certo também se era filósofo de formação, embora simpatizasse e advogasse em prol das filosofias que norteavam a apostasia de sua época.
A vida de Ireneu se caracterizou, principalmente, pela sua briga contra o movimento gnóstico. O gnosticismo pregava uma interpretação filosófica dos livros apócrifos da Bíblia, que tentava achar um "meio termo" entre o platonismo e os "mistérios do cristianismo greco/romano". Ireneu considerava o gnosticismo como "séria ameaça" ao cristianismo.
Contra esse movimento ele escreveu, no ano de 180, a obra Adversus haereses ("Contra Heresias"), repleta de termos ofensivos e raivosos, sugerindo "autoridade" (autoridade no sentido policial) ao "sistema episcopal" (autoridade política de bispos), às "Escrituras sem os apócrifos" e a "tradição filosófica/cristã". Nessa linha de raciocínio, seus seguidores acabaram sendo perseguidores dos verdadeiros cristãos, então espalhados pelo Império que mantinham sua fé apenas por consciência.
A respeito de Jesus e Deus, Ireneu também não chamou Jesus de filho de Deus, mas de "pré-humano". Para Ireneu, Jesus teve uma existência diferente de Deus e "era inferior a este". Ele mostrou que Jesus não é igual ao “Um só verdadeiro e único Deus”, que “é supremo sobre todos, à parte de quem não há outro”.
Nesse sentido, Ireneu, hoje considerado "santo" por quatro denominações religiosas (Católica, Ortodoxa, Anglicana e Luterana) também não ensinou sobre uma "unicidade de Cristo e Deus" e nem sobre a trindade.
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3 - Clemente de Alexandria - (150 - 215) -
Apologista da "filosofia como explicação para as Escrituras" nasceu em Atenas, na antiga Grécia. Também, como Ireneu, se destacou por ser contra o gnosticismo, mas não nos mesmos termos violentos de Ireneu. Concentrou-se mais no criador do movimento gnóstico, o filósofo Valentin (? - 160), também muito influente na apostasia.
Clemente hoje é venerado pela Igreja Católica, pela Igreja Copta e por certas correntes do anglicanismo.
Clemente chamou Jesus de "filho de Deus". o próprio Deus, era “o incriado e imperecível Deus e único Deus verdadeiro”. Já o Filho “vem logo depois do único Pai onipotente”, mas "não é igual a ele". De maneira que ele também não ensinou nada que pudesse dar suporte ao ensino da trindade.
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4 - Tertuliano - (160 - 220)
Nasceu e morreu em Cartago, na África, sob domínio de Roma. Não se sabe ao certo sobre sua formação e pouco se sabe sobre sua vida, mas pela sua conversão ao "cristianismo" de sua época, deduz-se que simpatizava com a filosofia... mas só quando esta não conflitava com suas próprias ideias.
De modo geral, criticava a filosofia, que definia como "ensinamentos de homens e demônios". Uma vez ele disse: "Rejeito as tentativas de produzir um cristianismo corrupto de composição estoica, platônica e dialética".
Tertuliano era contraditório. Ao mesmo tempo em que defendia uma ideia, atacava-a. No final ninguém entendia bem qual o lado em que ele se posicionava. Por exemplo, no que toca a trindade, ele foi o primeiro que, utilizando-se de filosofia, a teorizou. Nesse sentido a obra The Theology of Tertulian (A Teologia de Tertuliano) diz que sua teoria (da trindade) era "uma mistura curiosa de ideias e termos jurídicos e filosóficos".
Ao mesmo tempo, Tertuliano contradizia sua própria teoria, dizendo que: “O Pai é diferente do Filho (outra pessoa), uma vez que é maior; assim como quem gera é diferente de quem é gerado; quem envia, diferente de quem é enviado.” Ele disse também: “Houve tempo em que o Filho não existia. . . . Antes de todas as coisas virem a existir, Deus estava sozinho.”
Apesar dessa contradição, foi, não o ensinamento que ministrava, mas sua teoria sobre a trindade, feita apenas para agradar as pessoas que queriam ouvir aquilo, a apresentada, mais tarde, no Concílio de Niceia, em 325, que serviu de base para o desenvolvimento da moderna Trindade que hoje conhecemos.
Tertuliano, apesar de ser considerado o "pai do trinitarismo" e um "pai da igreja", não é considerado "santo".
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5 - Hipólito de Roma (160 - 235) -
Não se sabe se era de Roma. A História, sem comprovação, diz que foi discípulo de Policarpo de Esmirna (69 - 155) que, segundo a folclórica tradição católica, foi discípulo do apóstolo João.
Hipólito se destacou por ser contra os principais bispos de sua época (mais tarde colocados entre os "papas" pela Igreja). Por isso ele é chamado, hoje, de "primeiro anti-papa", a ponto de se separar dos "cristãos. Assim para ser considerado o "santo" que é hoje, a Igreja teve que criar a história de que Hipólito, no final da vida "se conciliou com a igreja". O que ensinava Hipólito sobre Deus?
Hipólito ensinava que Deus é “o Deus uno, o primeiro e o Único, o Fazedor e Senhor de tudo”, que “nada tinha de coevo (contemporâneo) com ele . . . Mas ele era Um Só, sozinho; que, querendo-o, trouxe à existência o que não existia antes”. Para Hipólito, Jesus foi criado, não sendo portanto igual ao seu Pai.
Nesse sentido o considerado pela igreja como "o mais importante teólogo do Século 3", também não ensinava a trindade.
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6 - Orígenes de Alexandria (185 - 253)
Nasceu em Alexandria, no Egito e morreu em Cesareia na atual Turquia. Filósofo platônico (mais tarde reclassificado como "neoplatônico") Foi um eminente líder ("pai da igreja") de sua época, mas não produziu nada que "mexesse no caldeirão" da apostasia a qual pertencia.
Em 231 ele 'se castrou' por julgar estar "obedecendo a palavra de Deus". Quer seja por este motivo ou outro, começou a ficar famoso. Isso fez com que o bispo de Alexandria da época, Demétrio (? - 232) ficasse com ciúmes. Orígenes então, para não ser perseguido, fugiu para a Palestina e foi considerado como "herege" por Demétrio. Mas ele continuou sendo considerado importante para outros "pais da Igreja".
Hoje só não é considerado "santo" pela igreja por conta da crítica que Demétrio lhe fez.
No que toca ao ensino da trindade, Orígenes ensinava que “o Pai e o Filho são duas substâncias . . . duas coisas quanto à sua essência”, mas que “comparado com o Pai, [o Filho] é uma luz pequenina”. Ou seja: "diferentes".
Assim, o hoje considerado "maior erudito da igreja antiga" (sem ser "santo"), numa época em que a doutrina da unicidade de Cristo e Deus estava começando a ser proposta, não a endossou e não ensinou sobre ela.
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- A Doutrina Estranha -
Fica evidente, pelo testemunho dos primeiros "pais da igreja", que a doutrina da trindade era estranha para eles. E, embora estivesse sendo cogitada, eles, como os principais expoentes da época não a aceitavam.

Resumindo essa evidência histórica, Alvan Lamson (1792 - 1864), Clérigo, Doutor e Professor de Harvard Divinity School, em Massachusetts - EUA, diz em The Church of the First Three Centuries (A Igreja dos Primeiros Três Séculos): “A moderna popular doutrina da Trindade . . . não deriva apoio da linguagem de Justino [o Mártir]: e esta observação pode-se estender a todos os Pais anteriores ao [credo de] Niceia; isto é, a todos os escritores cristãos por três séculos posteriores ao nascimento de Cristo. Eles de fato falam do Pai, Filho, e . . . Espírito santo, mas não como coiguais, não como uma só essência numérica, não como Três em Um, em qualquer sentido hoje aceito pelos trinitaristas. A verdade é exatamente o oposto.”

Assim, como se pergunta: Se a trindade não é bíblica, não era dos apóstolos e também não era nem dos primeiros apóstatas. Como é que ela apareceu no meio que se dizia "cristão", como um de seus importantes dogmas? É o que vamos ver na próxima parte.


sábado, 27 de julho de 2024

Igreja Católica - Como SE formou? - Parte 5

 Igreja Católica - Como SE formou? - Parte 5

Representação de Judas Iscariotes. Judas conheceu Cristo, se tornou seu discípulo, mas ao invés de desenvolver uma personalidade cristã, escolheu pensar em si mesmo, se tornando um ganancioso ladrão (João 12:4-6). Este apóstolo, que depois traiu Cristo (por dinheiro) e morreu antes da formação da primitiva congregação cristã em Jerusalém (narrada no livro de Atos), é o melhor exemplo contra a sucessão apostólica pregada pela Igreja Católica. Jesus, que já estava para morrer, não o substituiu e nem indicou um substituto dele aos apóstolos. Portanto não eram mais doze apóstolos os formadores da primitiva congregação, mas onze.
A substituição de Judas, para dar conta do que ele fazia, chegou a ser considerada pelos onze apóstolos. O próprio Pedro falou a respeito (Atos 1:21,22), levando em conta o Salmo 109:8. O escolhido foi Tiago, irmão de João, mas não para se tornar apóstolo, e sim como testemunha "junto aos apóstolos". Era "junto" porque não havia sido escolhido pelo próprio Cristo. Tiago foi morto logo depois de ser escolhido e não foi substituído (Atos 12:2).
A escolha de um substituto para Judas foi por causa do seu erro e não por causa de sua fé, ou porque a conta "precisava ser doze" (Atos 1:17-20). Quando Tiago morreu, não precisou ser substituído. Além disso, Tiago só foi escolhido porque participou ativamente, no tempo de vida terrestre de Cristo, junto com os apóstolos, como "testemunha" dos feitos de Cristo.

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- Houve Uma "Sucessão Apostólica"? -
Como vimos nas partes anteriores, nem o "papado" (a sucessão de papas) e nem uma igreja "oficial" foi fundada por Cristo ou Pedro. Não eram objetivos do cristianismo, pois, se fossem estariam claramente instruídos na Bíblia. De onde então surgiram aqueles que, mais tarde, formaram essa igreja e esse "papado"?
Antes de considerarmos esse surgimento da igreja, é preciso entender se houve ou não a alegada "sucessão apostólica".
A igreja sustenta, por exemplo, que Lino substituiu Pedro, se tornando o segundo Papa, no ano de 67. Mas é bem provável que, nesta época Pedro e outros apóstolos ainda estivessem vivos. Ou seja, se alguém tivesse que substituir Pedro, certamente seria um dos apóstolos e não alguém que não era dos onze.
Além disso, na sucessão de Papas católicos, segundo a Igreja Católica, três outros Papas surgiram (Anacleto em 76, Clemente 1 em 88 e Evaristo em 97). Mas, João, apóstolo e companheiro de Pedro nas pregações, estava, comprovadamente, vivo até depois do ano 98 (ou mais perto do ano 100), ano em que, historicamente, escreveu o Apocalipse.
Como pode alguém, de fora do grupo dos onze apóstolos, "subir" e se tornar chefe deles no cristianismo? Se tivesse que haver um "papa", ou "sucessor de Pedro", este certamente seria João, companheiro de Pedro nas pregações e o escritor de cinco livros bíblicos,  não pessoas que nem tinham seus nomes escritos na Bíblia.
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- Lino Foi Papa? -
Mas e Lino? Ao contrário dos outros três, Anacleto, Clemente e Evaristo, a Bíblia menciona, apenas uma vez, um cristão em Roma chamado Lino.
Na sua segunda carta à Timóteo, Paulo cita este nome "junto com outros" mandando cumprimentos (2ª Timóteo 4:21). Indica isso que Lino foi Papa? Certamente que não. Então como foi que a Igreja Católica colocou o nome Lino, como sucessor de Pedro e de outros como seus sucessores?
O fato é: Nem Lino, nem Pedro ou qualquer outro tem, na Bíblia, seus nomes ligados a uma suposta "chefia" entre os cristãos. Nenhum dos escritores bíblicos fala de Pedro ou de outros como 'papas' ou como seus líderes. Assim, a Igreja Católica colocou esses nomes numa "lista de chefes", por pura tradição, uma tradição que certamente adveio da apostasia, predita por Paulo, que aconteceria após a morte dos apóstolos (Atos 20:29,30).
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- Pedro Continuou Mas a Bíblia Não? -
Os primeiros Apóstolos escolhidos por Jesus cumpriram seu papel na formação da primitiva congregação cristã, que, segundo as profecias, deveria deixar de existir "por um tempo", até que fosse restaurada "no devido tempo" ( Daniel 7:23-25; Daniel 2:44) [essas profecias serão consideradas num assunto futuro]). Os apóstolos serviram como "testemunhas oculares" e "proclamadores da mensagem" do Cristo (Lucas 1:2; 2ª Pedro 1:16) e não mais que isso.
Por isso, nenhuma sucessão seria admissível. Quando Cristo morreu, não haveria, no futuro, testemunhas oculares do que Ele fez.
Caso houvesse mesmo uma sucessão, teria que haver de todos eles, e não só de Pedro. E, mesmo que houvesse sucessão só de Pedro, por que a Bíblia foi fechada com o livro do Apocalipse de João? Seus sucessores também não escreveriam livros bíblicos, inspirados por Deus, que seriam anexados ao Canon? 
Se assim fosse, a Bíblia hoje, seria um gigantesco livro com bilhões de páginas, praticamente impossível para uma pessoa, em seu tempo de vida, ler e entender o que Deus lhe diz.
Assim, não há lógica em dizer que houve sucessão de Pedro, se é fato, até entre os católicos, que o tempo dos apóstolos foi um só, e que acabou com a morte de João.
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- O Restabelecimento do Reino -
Jesus não falou em uma continuação dos apóstolos, como se o seu Reino já estivesse em vigor naquele tempo. Pelo contrário, Jesus sabia que o mundo pertencia, não a ele, mas a satanás (Mateus 4:8,9). Bem mais tarde, João escreveu sobre "o mundo todo" morrendo nas mãos de satanás (1ª João 5:19). Mas o mundo não permaneceria para sempre nas mãos de satanás. Jesus falou, com seus apóstolos, sobre o tempo em que restauraria o reino de Deus (Mateus 24:45-47; Lucas 12:37).
Ele voltaria, no futuro, para "encarregar" os seus fieis de seus assuntos (Mateus 24:43-47). Se houvesse uma "continuação" dos apóstolos, não haveria sentido nas profecias que prediziam o "tempo dos gentios" (Lucas 21:24). Se tivesse havido "continuação" dos apóstolos, com uma "sucessão de Pedro, a prevista "volta de Cristo" seria uma promessa vazia, uma vez que seu "escravo fiel" já estaria em vigor desde aquela época.
A própria palavra "restabelecimento" do Reino, predita pelo profeta Daniel (Daniel 2:44), para o final dos dias, não faria sentido, caso houvesse uma continuação apostólica.
De maneira que, quando a Igreja Católica se diz "sucessora dos apóstolos", "continuação dos apóstolos", ou "o reino de Deus" na Terra (mas que constantemente diz que está "nos nossos corações"), ela está invalidando a palavra de Deus, como os fariseus faziam, por causa das suas tradições (Marcos 7:5-9)
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Assim, como a "sucessão papal" não encontra respaldo n Bíblia, a Igreja que está sob domínio dessa alegada "sucessão", também não tem respaldo bíblico. Voltamos então a pergunta anterior, que encabeçou esta parte: Como, exatamente, surgiu esta igreja? De onde ela veio e quando?
É o que vamos considerar na próxima parte.
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Continua

sábado, 18 de maio de 2024

As Dez Pragas do Egito

 As Dez Pragas do Egito

O Egito foi quase que literalmente destruído pelas dez pragas. Mas o que elas 
realmente representaram?
 


Prólogo
Todo mundo já ouviu falar nas "dez pragas" que Deus lançou sobre o Egito, nos tempo bíblicos de Moisés. Porém a grande maioria não sabe dizer qual a ordem em que foram lançadas. Alguns não sabem dizer o nome de três das dez pragas. Até mesmo líderes religiosos, tanto católicos como "evangélicos", muitas vezes se envergonham de não saberem responder satisfatoriamente sobre esse assunto, quando são perguntados. Eles, para escaparem da questão, costumam dizer que os pormenores do passado não são mais importantes. 
Contudo, para os cristãos verdadeiros, a Bíblia toda é importante, desde o início até o fim, porque são palavras do próprio Deus narrando a nossa história. Assim, os pormenores da nossa história narrados na Bíblia não devem ser esquecidos ou relativizados. Se estão mencionados na Bíblia são importantes para nós.
Mas quais foram as dez pragas? Qual a ordem em que foram lançadas? Porque foram lançadas e o que elas nos dizem hoje em dia? Enfim, qual é a mensagem que ela nos passa para os dias de hoje?
Essa matéria vai responder e detalhar, pormenorizadamente, essas e outras questões a respeito.


Antecedentes
Há quase 4.000 anos atrás, o Egito era a maior potência mundial. Era também uma nação politeísta, e seu povo adorava inúmeros deuses, representados por estátuas.
Foi naquela época e naquelas condições que os descendentes dos doze filhos de Jacó (Judá, Rubem, Gade, Aser,  Naftali, Manassés, Simeão, Levi, Issacar, Zebulão, José e Benjamim), conhecidos como hebreus, junto com o pai, foram morar na terra do Egito, numa parte dela chamada Gósen.
Gósen foi cedida pelo Faraó aos hebreus por causa dos bons serviços que José (também filho de
Jacó, que havia sido, anos antes, vendido como escravo pelos seus irmãos aos egípcios, mas que por causa de seu dom (divino) de interpretar sonhos e de sua integridade, foi colocado como o segundo homem mais importante do Egito, abaixo apenas do Faraó.
 
Em Gósen os hebreus residiram por 215 anos (de 1728 a 1513 AEC). A princípio não eram escravos. Mas com o tempo, depois que José e todos os da sua geração estavam mortos, subiu um Faraó no trono
do Egito que não conhecia José e, vendo que esses se multiplicavam muito, tratou de colocá-los sobre dura escravidão. 
Um dos seus decretos daquele faraó para lidar com os hebreus era o da morte dos primogênitos hebreus. O Faraó pretendia assim controlar o número dos escravos para não ser sobrepujado.
A esse decreto, sobreviveu um menino, nomeado Moisés (que significa Salvo da Água) e adotado pela filha do Faraó. Moisés fez parte da casa real do Egito, onde se instruiu até ficar adulto. 
Moisés, porém, amava o povo escravizado e queria libertá-lo. Matou um egípcio que estava golpeando um hebreu e por isso fugiu do Egito, indo parar na terra de Midiã. Ficou lá morando com Jetro,
pai de sete filhas, uma das quais, Zípora se tornou sua esposa lhe dando dois filhos:Gersom e Eliézer.
 
Depois de passar 40 anos em Midiã, Moisés entrou em contato com Deus, perto do monte Horebe, que lhe designou como seu mensageiro para que voltasse ao Egito a fim de libertar seu povo. Moisés voltou assim ao Egito para entrar em contato com o Faraó e lhe pedir a libertação. Foi nesse ponto da história que aconteceram as dez pragas.


O Fim dos Deuses Egípcios
Os milagres de Deus começaram quando Faraó se recusou a libertar o povo hebreu.  Deus, na ocasião da primeira recusa do Faraó, transformou o bastão de Moisés em uma serpente. Mas os feiticeiros egípcios também fizeram serpentes com suas mágicas, de modo que o Faraó não ouviu o pedido de Moisés pela libertação. 
O fato dos feiticeiros egípcios também terem feito  serpentes, mostra que eles tinham ao seu lado o poder das forças malignas, já que não havia sido por Deus que haviam conseguido.
Por isso, Faraó não considerou o Deus de Moisés como mais poderoso que os deuses de seus feiticeiros, e endureceu ainda mais a escravidão dos hebreus, exigindo mais trabalho deles. O povo hebreu, por sua vez colocou a culpa em Moisés pela situação.
Foi depois da transformação dos bastões em serpentes que vieram as pragas. pois estava na hora do Deus verdadeiro mostrar quem era mais poderoso: Ele ou os deuses do Egito.
O objetivo final das pragas era, depois de destruir a adoração dos deuses egípcios, fazer o povo hebreu sair do Egito para ir adorar seu Deus, Jeová, no deserto, e de lá rumarem para a terra prometida.
Assim, as dez pragas lançadas sobre o Egito acabaram sendo golpes nos deuses do Egito.


1 - Transformação da Água em Sangue:
Ao ferir as águas do Egito (inclusive as dos vasos), Deus destruiu o deus-Nilo Hapi. Os egípcios acreditavam que o rio Nilo era um Deus e com essa praga foi decretado o seu fim. Na mesma praga houve a morte dos peixes do Nilo. No Egito antigo, certas espécies de peixes eram adorados como deuses. Seus adoradores os retiravam do rio e os mumificavam. O "deus-Nilo" bem como aqueles "deuses-peixes" foram destruídos naquele dia. Não havia mais razão para os egípcios os cultuassem.
Além disso, houve uma grande sede entre os egípcios e eles tiveram que ir cavar poços para poderem beber. 
Porém, como os feiticeiros egípcios conseguiram fazer a mesma coisa com suas artes ocultas (transformar água em sangue), embora em menor quantidade, Faraó não se sensibilizou com a destruição daqueles deuses e não libertou o povo hebreu.

2 - Rãs:
Daí Deus fez subir rãs do Nilo em uma tal quantidade, nunca vista antes, que elas estavam em todos os lugares imagináveis, inclusive nos fornos que faziam pão para os egípcios.
Isso foi um golpe no "deus-rã" Heqt. Os egípcios acreditavam que haviam "deuses-rãs" que teriam participado da criação do mundo e que agora eram os representantes da fertilidade. Isso acabou naquela praga.
A praga das rãs destronou ainda outros deuses egípcios "da fertilidade", ligados as deusas-rãs: Osíris, Ptah, e Sebek.
Mas os feiticeiros egípcios fizeram a mesma coisa, não para resolver o problema, mas para fazer subir ainda mais rãs do Nilo aumentando ainda mais a praga. O Faraó pediu para que Moisés retirasse aquela praga, sob a promessa de libertar o povo escravo, já que os feiticeiros não conseguiram.
Moisés orou a Deus pelo fim da praga, mas o Faraó não cumpriu o que prometeu, quando a praga acabou.


3 - Borrachudos:

A terceira praga foi o aparecimento, a partir do pó, de borrachudos que atingiram tanto as pessoas como os animais do Egito. Dessa vez, a partir dessa praga, os feiticeiros egípcios não conseguiram fazer igual e admitiram que aquilo era o "dedo de Deus" para o Faraó. Mas nem assim, nem mesmo sendo um golpe mortal no "deus da terra" Geb, que controlava os insetos, o Faraó se convenceu e não libertou os hebreus.
Talvez Faraó considerasse aquela praga como "natural", ou mesmo. Seja como for, a adoração no "deus" Geb acabou por "ele" não conseguir o fim da praga.


4 - Moscões:
Não havia acabado a praga dos borrachudos quando apareceram os moscões em enormes enxames.
A partir dessa praga, o povo hebreu foi separado do povo egípcio e não sofreu qualquer revés. Os moscões invadiram apenas as casas dos egípcios, mas nem chegavam perto das casas dos hebreus.
O Egito ficou literalmente arruinado por causa dessa praga e o Faraó disse que mandaria o povo hebreu embora caso essa praga fosse retirada. 
Moisés, então, pediu pelo fim da praga. Os moscões sumiram tão rápido como quando apareceram, mas o Faraó, novamente não cumpriu o que prometeu. 
Com a praga dos moscões, três "deuses" egípcios, entre outros menores, foram descartados como indignos de serem venerados: A deusa Buto, padroeira do Egito, o deus Hórus, protetor do Egito e a deusa-Céu Nut. Eles não conseguiram proteger o Egito do Deus de Moisés.
 

5 - Peste no Gado:
As pragas, desde a das rãs até esta, foram anunciadas ao Faraó, com um dia de antecedência, quando Moisés e Arão, seu irmão, iam até ele solicitar-lhe que libertasse o povo. Faraó então tinha um dia para pensar: Libertar ou não o povo hebreu. 
Desta vez, houve uma peste no inteiro gado egípcio, que morreu. Mas nem uma única cabeça do gado
hebreu foi atingida. De nada adiantou as preces dos egípcios à "deusa" Nut, uma mulher com cabeça de vaca, que acreditavam ser a protetora do gado egípcio. O Egito quase não possuía mais gado, mas nem assim o Faraó recuou. Endureceu seu coração e não dispensou o povo hebreu.


6 - Furúnculos:
Esta praga, ao contrário das outras, porém, não foi anunciada ao Faraó com antecedência, mas aconteceu no mesmo instante em que estavam em reunião. Moisés e Arão jogaram cinzas de um forno de calcinação para o ar e este se transformou em furúnculos, a partir daquele local para toda a terra do Egito, menos para a terra de Gósen, onde ficava o povo hebreu. 
Os furúnculos atingiram todos os egípcios, começando pelo Faraó e sua corte real até o seu servo mais baixo, em toda a terra do Egito e não só isso. Também atingiram o que havia sobrado do gado, deixando-os com terríveis e ardentes bolhas pelo corpo. 
Os feiticeiros  egípcios foram atingidos de tal forma que não puderam ficar de pé diante de Moisés. O deus Tot, "da medicina", que acreditavam conhecer todas as fórmulas para curar doenças, nada pode fazer. E o deus Amon-Rá, que acreditavam ser um "médico que acabava com todos os males dos egípcios" também desapareceu durante essa praga. 
Mas, nem mesmo diante disso, o Faraó permitiu a saída do povo hebreu.


7 - Saraiva:
Moisés foi então ter com Faraó para dizer-lhe exatamente o que Deus lhe mandou: Que Ele "já poderia ter golpeado Faraó de morte devido a sua obstinação". E se ele, Faraó, não dispensasse o povo hebreu, no dia  seguinte haveria uma saraiva tão forte sobre o Egito, como nunca houve antes. Foi dado até um aviso para que as pessoas e animais fossem recolhidos, pois se ficassem para fora dos abrigos seriam mortos. Muitos do povo egípcio, inclusive da corte do Faraó, já temia o Deus dos hebreus (o Deus verdadeiro) e deram consideração a essas palavras.
Mas aqueles que não ouviram, viram cair sobre si uma saraiva tão forte, acompanhada de trovões e fogo, que destruiu tudo o que estava no campo, inclusive quase toda a vegetação. 
Os deuses Xu, Reshpu e Tefnut, que formava a "trindade responsável pelo tempo no Egito" não
puderam impedir essa catástrofe, não importando o quanto tivessem sido venerados.
Diante disso, da morte de tantos "deuses egípcios", o Faraó chamou Moisés e suplicou-lhe que mandasse parar os trovões, sob promessa de liberar o povo hebreu. 
Moisés disse que faria parar a saraiva, mas que já sabia que o Faraó e os seus servos mais leiais não mostrariam temor ao verdadeiro Deus por causa disso. 
E assim aconteceu. O Faraó, assim que viu que as chuvas tinham passado, endureceu seu coração e não permitiu a saída do povo hebreu.


8 - Gafanhotos:
Foi depois da praga da saraiva que Deus disse a Moisés que deixou o coração do Faraó ficar endurecido, para que Ele colocasse esses sinais no Egito, a fim de que todos saibam que Ele é o único Deus verdadeiro.
Quando Moisés foi de novo a Faraó dizer-lhe para soltar seu povo, acrescentou uma pergunta, vinda da parte de Deus: "Até quando se negará a se submeter-se a mim?" Disse-lhe Moisés também que no dia seguinte o Egito sofreria uma invasão de gafanhotos como nunca se havia visto antes.
Desta vez, até os servos mais do Faraó ficaram temerosos e lhe perguntaram por que ainda não libertou o povo daquele Deus, acrescentando: "Por acaso não sabe ainda que o Egito já pereceu?".
Diante dessa situação desesperadora, Faraó mandou chamar Moisés e Arão de volta e perguntou-lhe especificamente quem é que ia para o deserto. Moisés lhe respondeu que iriam todos eles, junto com tudo o que possuíam. 
O Faraó então disse a Mosés que estava agindo com más intenções. Na verdade Faraó não queria deixar que os pequeninos saíssem (queria manter para si uma reserva de escravos). Com essa resposta ele expulsou Moisés de sua presença. 
Então veio os gafanhotos, em incontáveis milhões, e eles foram muito nocivos, comendo tudo o que a saraiva não destruiu. Não sobrou nada verde no Egito. Toda a terra egípcia ficou escura por causa do tapete de gafanhotos que se formou. E não havia como impedir ou se livrar daquilo. De nada adiantou a invocação que fizeram ao "deus" Min, retratado segurando raios nas mãos para proteger a colheita do Egito. Com esta praga morreu este, outrora considerado, "poderoso deus egípcio".
Faraó, por fim, chamou Moisés lhe prometendo mandar embora o seu povo, caso este o livrasse daquela terrível praga. Deus então fez o que, para o homem era impossível: limpou rapidamente o Egito, lançando todos os gafanhotos no mar Vermelho.
Todavia o Faraó, mesmo vendo isso acontecer, endureceu seu coração e não deixou o povo partir.


9 - Escuridão:
Em vista da nova obstinação do Faraó, por três dias houve escuridão no Egito. O egípcio não ousou
sequer se levantar do lugar onde estava, porque não enxergava absolutamente nada a frente. O Egito parou, como se estivesse morto. Mas para o povo hebreu em Gósen havia luz. 
Depois disso Faraó chamou Moisés e tentou negociar com ele. Disse que poderiam ir até os pequeninos, mas que o gado hebreu ficaria detido. Moisés disse que levaria também o gado, pois seria dele que se tomaria alguns para sacrifícios a Deus e que nenhum único casco do gado seria deixado no Egito.
O Faraó, que não estava acostumado a ouvir dissidências, se obstinou e além de não deixar partir ninguém ainda disse a Moisés que se ele visse novamente a sua face, morreria.
A praga da escuridão simplesmente apagou as "luzes de ", o deus-sol. Também a deusa Sequet, "fornecedora de luz" não pode fazer nada por seus adoradores. Tot, que já foi mencionado como o deus da medicina, era também o "deus-lua". Ele também não conseguiu vencer a escuridão imposta pelo Deus dos hebreus.
Mais três deuses egípcios, em forma de trindades, foram vencidos pelo único Deus verdadeiro.


10 - Morte dos Primogênitos Egípcios:

Não aconteceu como Faraó havia dito (que Moisés iria morrer se o visse mais uma vez). Este esteve uma vez mais diante dele para solicitar-lhe saída dizendo que, caso contrário, morreria todo primogênito egípcio, desde o filho do próprio Faraó e de seus servos até o primogênito dos animais que haviam sobrado das pragas anteriores. 
Ao saber disso, o povo do Egito, que já estava mortificado de terror por causa do Deus dos hebreus, ficou ainda mais desesperado.
Mas o Faraó, que havia prometido deixar partir o povo hebreu, não acreditou que aquilo, que era terrível demais, fosse acontecer. Ele então recuou da promessa e não deixou o povo partir.
A meia noite, conforme havia dito Moisés, todos os primogênitos egípcios, desde o filho do Faraó até o cabritinho das manadas remanescentes estavam mortos. 
Houve um grande clamor no Egito, porque não havia lar sem que houvesse uma pessoa morta. 
Desta vez a trindade de "deuses" do Egito que foi destruída incluia o próprio Faraó. O "deus" Bes, "protetor da casa real", a deusa Buto, "defensora do Faraó" (que incluía também o seu filho e sucessor) e o próprio Faraó, que era considerado um Deus, descendente de o "deus sol" nada puderam fazer para salvar a vida daquele que também era considerado um "deus", o filho do Faraó. A morte do filho do Faraó equivalia a morte de um deus.
Somente diante disso, Faraó, que estava literalmente acabado libertou que o povo hebreu e ainda pediu a bênção de Moisés. 
Na saída do povo hebreu do Egito, o povo egípcio, por medo, apressou a saída dos hebreus lhe dando despojos.
A guerra religiosa, travada entre o Deus verdadeiro e todos os deuses egípcios (muitos dos quais "trindades") havia acabado. Mas havia ainda um último ato, um último golpe na adoração egípcia.

Com a abertura do Mar Vermelho, morre, literalmente, o último "deus" egípcio: o próprio Faraó. O Egito não tinha mais "deuses", e demoraria ainda muito tempo para que se recuperasse como nação, não obtendo, contudo, a glória que havia possuído antes.
 
 
Curiosidade:
Hoje, muitos historiadores dizem que o Faraó golpeado pelas pragas se chamava Ramsés II, embora a Bíblia não mencione o nome do Faraó. Porém, devido a História escrita pelos antigos egípcios, seu nome provavelmente era Ni-maat-Re. Antigas escrituras egípcias dizem que ele e todo o seu Exército foram destruídos na água, embora não digam em qual situação.
A história egípcia  ainda acrescenta um pormenor a respeito de Ni-maat-Re, que é uma ironia do destino. Esse Faraó, caso tenha sido ele mesmo o das dez pragas, se orgulhava de viver segundo um antigo poema que costumava recitar:
"“Lute a favor do seu nome (do dele mesmo)... Não existe túmulo  para o rebelde contra a majestade dele, e seu cadáver é lançado na água.”
 
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Imagem que ilustra esta matéria: 
A Quinta Praga do Egito - Joseph Mallord  William Turner (1775 - 1851)