rapidamente e ele não conseguia acompanhar. Morreu de tanto beber.
Há muito tempo os
homens, em todas as partes do mundo, tentam responder os indecifráveis
mistérios da existência. De onde viemos? Para onde vamos? As que horas passa o
ônibus? Onde é que vamos descer? Etc.
Visando não responder
estas questões, o que é impossível, mas, ao menos dar uma luz, um início,
talvez empurrãozinho, para uma tese de doutorado de alguém, vamos fazer uma
retrospectiva sobre a filosofia ocidental, nos últimos 3000 anos.
Tudo começou na antiga Grécia,
berço dos “pensadores”.
Sem ter o
que fazer (porque os escravos faziam tudo), os aristocratas (Discípulos de Aristócrates, membro da corte de
Atenas e pensador oficial do Rei daquela cidade) ficavam nas Tabernas (algo
como os botecos de hoje em dia), enchendo a cara de vinho e inventando teorias
para explicar o Universo.
A melhor teoria
proporcionava ao seu criador copos e mais copos de vinho, por conta da casa,
(porque chamava freguesia) e também a possibilidade de “ter razão”, tornando-se
assim um “Filósofo mestre”. Quando um Filósofo mestre chegava numa taverna,
juntavam-se os “Discípulos” dele, que lhe pagavam vinho, em troca de
explicações plausíveis para as suas mazelas.
O primeiro Filósofo Mestre: Heráclito.
Heráclito dizia que tudo
mudava. Explicava que ninguém e nada podia ficar parado, estático... Nem mesmo
uma pedra era estática, porque, através dos tempos, essa pedra sofria
transformações. A mudança podia ser rápida, ou lenta no caso da pedra. Heráclito
tomou muito vinho por causa dessa teoria.
Mas, depois apareceu Parmênides.
Parmênides veio com a
teoria de que nada mudava (antagônica da primeira). Por mais que se
movimentassem, tudo e todos continuavam na mesma... Até mesmo a pedra, porque
ninguém se lembra como era ela, a tempos atrás, portanto, era a mesma coisa.
Resultado: Heráclito começou a pagar vinho para
o Parmênides.
Heráclito (535 - 475 AEC) e seu contemporâneo Parmênides (a direita).
Foram eles os lançadores da "Corrente do Lero-Lero", onde aquele que
vencesse alguma disputa demagógica tinha direito a beber por conta do
perdedor.
Assim começaram a
pipocar Filósofos mestres por toda a Grécia. As fazendas de uva, prosperavam, e
também as Adegas. Começaram a aparecer “especialistas” em vinhos.
“Um bom vinho
proporciona uma nobre teoria!” dizia Pitágoras.
Em pouco tempo, a indústria da Filosofia ganhava corpo. Era agora uma
multinacional de origem grega, com várias filiais pelo mundo afora. Novos
milionários surgiram, bastando para isso, acrescentarem algo, ou na filosofia,
ou no local onde era feita a filosofia.
No Império Franco (hoje
França), por exemplo, Charleaux Parmeson introduziu um “petisco”, para acompanhar o
vinho, durante os debates filosóficos nos seus Bordéus, o queijo. “Se o tempero da
filosofia é o vinho, o tempero do vinho é o queijo.” Dizia. Nascia assim, a
até hoje difundida, “porçãozinha de queijo”.
Pitágoras - (571-496 AEC) As cidades gregas ficavam
em polvorosa por causa da boemia dele. Ninguém dormia
quando ele saia difamando a sua namorada, Hipotenusa,
pelas ruas: "Essa Hipotenusa é uma quadrada dos catetos!"
A filosofia se divide
Chegou um momento em que
a filosofia se dividiu, dada a enormidade de idéias antagônicas, porém , todas
com um mesmo final: a dúvida. Foram duas, as vertentes que capitanearam a
Filosofia na antiguidade, o “Manoelismo” e o “Quedismo”.
A Teoria da
Vontade Involuntária Pré-Concebida, ou “Manoelismo” foi uma teoria
desenvolvida pelo filósofo Grego Anaxímenes Manoel no ano de 345 AC. E que agrupava todas
as teorias que tendiam a pensar que “na realidade era o contrário do que
parecia ser.”. Seus discípulos, conhecidos como “manoelistas” (nome logo
abreviado para “manés”) endossavam a idéia de Manoel, que dizia que “os
seres humanos não tem vontade própria, e são na verdade, escravos dos objetos.”.
Segundo esta teoria, “os homens não bebiam a água, porque estavam com sede,
e sim, porque era a água que queria ser bebida”. Ou, “os homens não
acendiam uma fogueira, porque queriam se esquentar, mas sim porque eram os galhos
daquela árvore que queriam ser queimados”.
Essa idéia era tão forte
na cabeça dos “manés”, que eles a usaram até para julgar o criador dela:
Em uma bela tarde, enquanto os
“manés” pediam dinheiro nas ruas, para a “Festa Que Queria Ser Festejada
Pelo Manoel Na Taberna Esta Noite”, Manoel foi flagrado na cama, com a
esposa de um de seus discípulos, que estava amarrada e com a boca amordaçada.
Manoel explicou que “Aquela esposa, como todo objeto, queria ser estuprada.”
Segundo o relato dos “manés”, conforme a teoria que os guiava, Manoel foi
espancado até a morte, porque “ele é que queria ser linchado”.
A segunda vertente mais
importante da filosofia antiga foi o “Quedismo”.
Tafun Tarrazo, filósofo chinês, naturalizado grego, o implantador de outro
“quitute”, para acompanhar o vinho, que consistia em cobrir o invento do
Charleaux Parmeson com uma massa feita de trigo e depois fritada em gordura
vegetal, o “Pastel de Queijo”, foi o idealizador do Quedismo na mesma época em
que surgiu o Manoelismo. Segundo Tafun, os seres humanos são divididos em três
sub-grupos:
- Os que tropeçam e caem.
- Os
que tropeçam e não caem.
- Os
que nunca tropeçam.
Fora desses grupos, não
existia ninguém.
Na “Pastelaria Tafun”
(novo modelo de Taverna) Os quedistas analisavam profundamente a personalidade
de cada um dos indivíduos que entravam lá para comer pastel. Descobriram, por
exemplo, que o bom humor dos que tropeçam e caem estava ligado diretamente ao
reaproveitamento do pastel que comiam. Ou seja: quem entrava tropeçando e
caindo, podia comer um pastel velho e requentado que, o seu humor não iria
mudar, porque a alegria não o deixaria perceber. Já os que nunca tropeçavam
(porque nunca bebiam vinho) eram os mais mal humorados, e sempre proferiam
grosserias não muito filosóficas quando comiam um pastel velho e requentado.
Tafun estudava a fundo
essas reações nos seres humanos, mas, nunca chegava a uma conclusão definitiva.
“Vamos
vender mais pasteis... é tudo o que eu tenho a dizer no momento”. Dizia, quando lhe
cobravam uma definição.
E assim foi, Tafun
morreu sem dizer a resposta. Passou a pastelaria para o filho que depois passou
para o seu filho e assim por diante. A resposta nunca vinha.
A Teoria do “Quedismo”
perdurou até 1322 DC. Quando um britânico Chamado John Paraked, teve que saltar da
janela do quarto da vizinha, que ficava a 5 andares de altura, em um castelo de
Oxford, Inglaterra (provavelmente por causa da chegada antecipada do marido da
mulher). John Usou um lençol, na tentativa de se agarrar, com este em alguma
coisa, porém, notou que, caia mais devagar, devido ao lençol ter se aberto em
forma de embrulho acima dele. Quando atingiu o chão, em pé e firme, proferiu a
frase que afundou a teoria do Quedismo: “É possível cair, sem precisar tropeçar.”
A filosofia, depois
disso, tomava novos rumos. Com a expansão da humanidade pelo mundo afora, foram
sendo conhecidos novos métodos de vida, o que influenciava o modo de pensar dos
filósofos.
Devido a falta de orientação,
pois as vertentes principais haviam caído, surgiu o “Nadismo”. Quase simultaneamente,
e como conseqüência disso, surgiu também o “Plenitarismo”
Os “Nadistas” tiveram
sua figura mais importante em Euristómandro Joaquim. Pensador
grego, deportado para Porto Cali (mais tarde chamado Portugal) por pregar que “tudo era nada, e nada
já era nada mesmo!”.
Esta
idéia acabou por confrontar todas as que estava nascendo até então, porque o
que na verdade se queria era um motivo para aperfeiçoar a degustação do vinho e
da recém descoberta “cerveja” pelos germânicos do Império Bárbaro!
“Até mesmo o Vinho é
nada” disse
Joaquim, o que lhe valeu a deportação. Um dia desapareceu, e nunca mais foi
visto. “
Não sobrou nada dele” diziam.
A teoria de Joaquim,
influenciou, anos mais tarde, outro filósofo, o português, Pedro A. Cabral. Este, no intuito de
estudar as “coisas ocultas” das índias da Ásia, partiu com três caravelas (Santa
Marica, Pinta & Borda e Nina & Dorme)
em direção ao “nada alem do horizonte do mar”, até encontrar “nada de índias, nada de
coisa alguma, a não ser essa terrinha cheia de índia barriguda e madeira para o
“brasil” do churrasco” conforme escreveu o seu “amigo” Pero Vai e Caminha sem
Parar,
para o rei de Portugal, Dom João Incesto.
Já os “Plenitários”, em reação ao
negativismo do Nadismo, estimulados por Pleotérblotum Maria, diziam que era preciso
preencher o vazio de nossas existências, “para que, de alguma forma, a razão de viver,
estivesse nas obras que fizéssemos” Dizia.
Maria dava total
liberdade para seus discípulos escolherem o que quisessem fazer, mas, desde que
o fizessem em sua “plenitude” (daí o termo “Plenitário”). Foi daí que surgiram
os radicalismos, dando início a época das trevas, mais conhecida como “idade
Moderna”.
Tudo passou a ser feito
com mais rigor, para se atingir a “plenitude” do feito. A Igreja, por exemplo,
fortemente influenciada pela filosofia Plenitária, passou a não só criticar ou
ignorar os que eram contra seus dogmas, mas, passou a perseguir, matar e pilhar
os “hereges” nas suas famosas “guerras santas”.
Até nas famosas Tabernas gregas,
a coisa havia mudado. Agora já não se tolerava mais quando uma idéia não batia
com a da maioria. Já não se parava mais para pensar no assunto. Agora já
partiam para a porrada mesmo. (Isso deu origem às primeiras turmas, que deu
origem, mais tarde, aos primeiros partidos políticos de Direita).
Foi então que Alguns
filósofos Hipócritas (discípulos de Hipócrites,pensador e agrônomo, especializado em abóboras,
da Cecília. Ele dizia que "antes um grito na orelha do que um murro na
cara...porque o grito não machuca dolorido!")resolveram ressuscitar
um poema de Xenófanes (570-475 a.C):
"Se
alguém, com pés turbinados, chegasse em primeiro,
Ou no pentatlo, onde se localiza o templo de Zeus
À Beira-Pisa, rio Olimpio, ou na pugna,
Ou na estressante luta de boxe,
Ou na selvagem disputa denominada pancrácio,
Cairia nas graças da coletividade,
Assinalado por todos no topo do pódio,
Levando alimento às custas do erário,
E o regalo do prêmio, verdadeiro tesouro.
Mesmo no hipismo, receberia o acima descrito,
Sem o merecer como eu: Músculos e eqüinos,
A força bruta, ficam aquém da minha filosofia!
Esse hábito extrapola o razoável! É justo
Optar pela força em detrimento da boa sabedoria?
Um representante do povo campeão de boxe,
Ás no pentatlo, ás no pugilato,
Expedito na pista (modalidade mais honrosa que o uso
Da força nos jogos), não garante à pólis um norte.
Fugaz seria o prazer da cidade
Se um filho seu ganhasse na fimbria do Pisa.
Isso não sobe os silos da Pólis.
Xenófanes era poeta e filósofo na cidade de Cólofon, na Ásia Menor. De suas
obras, só restaram alguns
fragmentos, provavelmente, devido às balburdias que
ele aprontava nas noitadas daquela cidade!"
Na verdade, eles, cujas
teorias não estavam mais colando, para ganhar o porre da noite, queriam com
isso, escapar das bordoadas, na hora que viesse a conta... mas não deu muito
certo!
A filosofia na Idade Contemporânea
Aí chegamos nos meados
do séc. XX. Os pensadores, agora munidos, não só de vinho e cerveja, mas,
também de Whisky, Pinga, Vodka, Caipirinha e mais uma parafernália de outras “Razões da Filosofia”, começaram a “pensar melhor” nas coisas, dando início
à um avanço meteórico em tudo o que rodeava a sociedade e a vida de um
indivíduo.
Kant (Emanuel) fez a Crítica da Razão Pura, considerada forte
demais por Santiago (Emílio), que respondeu com “A Crítica da Razão On the rocks. Vol.1”.
Mais tarde também introduziu “A Crítica da Razão com
Limão e Açúcar Vol. II.”.
As vertentes atuais.
Quatro foram os paises onde afloraram as últimas ideologias filosóficas: União
Soviética, Alemanha, Estados Unidos e Brasil.
Na União Soviética,
Estava para acontecer um fato que iria mudar, para sempre os destinos da
filosofia mundial. A Revolução Russa, mais conhecida pelo governo que a sucedeu como
a Guerra dos Bêbados Vagabundos onde batalhavam os que não queriam fazer
nada, de um lado, e os que, além de não fazerem nada, queriam se embriagar o
tempo todo, de outro.
O “Leninismo” não conseguiu se manter
de pé por que se dividiu em dois: O “Lenismo e o “Ninismo”.
O Lenisno, de Lennon (John) Queria uma Rússia de paz, sombra e água fresca. Somente ainda
não sabiam como conseguir isso sem trabalhar, uma vez que "ficar de papo pro
ar fazendo porra nenhuma é melhor do que ficar pensando em guerras." como dizia um dos seus
expoentes, Mikail Havontad Trabalharr.
Mas o “Ninismo”, de Ninanão (Nana), não queria nada disso, a não ser um copo de Vodka Yoko Ono. Estava armada a
Revolução.
Daí veio Stalin (José) e mandou matar todo
mundo, introduzindo a teoria filosófica do “Stalinismo”, que consistia na
reunião de todas as outras filosofias juntas, em um campo de concentração.
Na Alemanha
Reuniram-se na “Semana de Arte Moderna”, em Berlim, os filósofos Kaiser, Heinecken e o indiano Brahma, dando origem ao
Movimento “Nazista”, que tinha entre seus gurus, Hitler (Adolf), que dizia que “No mundo só pode haver
uma raça de cerveja só, a puríssima Ariana" . Assim, Hitler começou
a invadir os vizinhos para destruir os alambiques deles. E não parou até que
foi derrotado pela turma do “Stallonismo”.
Nos
Estados Unidos
Stallone (Silverster), filósofo americano de
origem italiana, conseguiu derrotar Hitler, porque dizia que para se aproveitar
melhor o tempo gasto com a ressaca, das cervejas ruins, tinha que fazer 750
flexões abdominais por dia, mas, que, para isso "tinha que comer
muito espinafre, para ficar forte" (idéia essa plagiada do Matemático e nem um
pouco interessado em registrar suas idéias no Departamento de Patentes, Popeye).
No
Brasil
Finalmente, aqui no
Brasil, em dias mais recentes, um “Filósofo” se manifestou, e tem conseguido
frear a corrida maluca das correntes filosóficas pelo mundo afora, graças a
apenas uma frase que disse.
Euris Toma Landro (Joaquim), que acredita ter como antepassado um famoso pensador Grego, que
foi deportado “não se sabe porque nem para onde”, é um simples empregado
em uma banquinha de CDs Piratas nas ruas da cidade de São Paulo. Um dia,
enquanto estava vendendo uns CDs com músicas como “Eu sou terrível” e “Sentado
a beira de um caminho”, para um tal de Roberto Carlos, o freguês
perguntou:
“O que você acha da nova
política do Governo para conter a pirataria?
Ele respondeu:
- “NÃO VAI DAR EM NADA”